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2019 em: filmes

dezembro 31, 2019 1:45 pm Deixe um comentário

Bom, aquele criteriozinho de sempre: entram filmes dos últimos três anos (2019, 2018 e 2017) vistos pela primeira vez em 2019. Lançamentos no circuito de cinema, em streaming e nas ~locadoras~.

Claro que sempre tem muita coisa que assisti ano passado e só estreou este ano — esses permanecem na lista de 2018, como Em Trânsito, Temporada, Amanda e uns outros.

A nota de corte é 7/10 ou 3.5/5. Como ODEIO peneirar o levantamento pra atingir um número redondo, prefiro colocar logo TODOS os que alcançaram essa pontuação mínima e, obviamente, os que receberam notas superiores. E, veja só, em 2010 a lista reúne 40 títulos.

Bora:

 

40

Springsteen on Broadway (2018), de Thom Zimny

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39

Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese (2019), de Martin Scorsese

ROLLING THUNDER REVUE

 

 

38

Belmonte (2018), de Federico Veiroj

BELMONTE

 

 

37

Sedução da Carne (2018), de Júlio Bressane

SEDUCAO DA CARNE

 

 

36

Homem-Aranha: No Aranhaverso (Spider-Man: Into the Spider-Verse, 2018), de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

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35

Medo Profundo: O Segundo Ataque (47 Meters Down: Uncaged, 2019), de Johannes Roberts

47 METERS DOWN UNCAGED

 

 

34

Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019), de Anthony e Joe Russo

AVENGERS ENDGAME

 

 

33

High Life (2019), de Claire Denis

HIGH LIFE

 

 

32

A Home With a View (Ga wo man see geng, 2019), de Herman Yau

A HOME WITH A VIEW

 

 

31

Bem-vindos a Marwen (Welcome to Marwen, 2018), de Robert Zemeckis

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30

No Coração do Mundo (2019), de Gabriel Martins e Maurílio Martins

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29

Predadores Assassinos (Crawl, 2019), de Alexandre Aja

CRAWL

 

 

28

Doutor Sono (Doctor Sleep, 2019), de Mike Flanagan

DOCTOR SLEEP

 

 

27

3 Faces (Se Rokh, 2018), de Jafar Panahi

3 FACES

 

 

26

Alita: Anjo de Combate (Alita: Battle Angel, 2019), de Robert Rodriguez

alita

 

 

25

O Clube dos Canibais (2018), de Guto Parente

O CLUBE DOS CANIBAIS

 

 

24

Covil de Ladrões (Den of Thieves, 2018), de Christian Gudegast

DEN OF THIEVES

 

 

23

Atlantique (2019), de Mati Diop

ATLANTIQUE

 

 

22

Domino (2019), de Brian De Palma

DOMINO

 

 

21

O Caso Richard Jewell (Richard Jewell, 2019), de Clint Eastwood

RICHARD JEWELL

 

 

20

Entre Facas e Segredos (Knives Out, 2019), de Rian Johnson

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19

Dor e Glória (Dolor y Gloria, 2019), de Pedro Almodóvar

DOLOR Y GLORIA

 

 

18

John Wick 3: Parabellum (2019), de Chad Stahelski

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17

Auto de Resistência (2018), de Natasha Neri e Lula Carvalho

AUTO DE RESISTENCIA

 

 

16

Sinônimos (Synonymes, 2019), de Nadav Lapid

SYNONYMES

 

 

15

Homecoming: A Film by Beyoncé (2019), de Beyoncé Knowles-Carter e Ed Burke

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14

Estação do Diabo (Ang Panahon Ng Halimaw, 2018), de Lav Diaz

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13

Fourteen (2019), de Dan Sallitt

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12

Nós (Us, 2019), de Jordan Peele

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11

A Mula (The Mule, 2018), de Clint Eastwood

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10

Parasita (Gisaengchung, 2019), de Bong Joon-ho

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9

Vidro (Glass, 2019), de M. Night Shyamalan

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8

O Fim da Viagem, o Começo de Tudo (Tabi no Owari Sekai no Hajimari, 2019), de Kiyoshi Kurosawa

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7

Ad Astra: Rumo às Estrelas (Ad Astra, 2019), de James Gray

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6

O Traidor (Il Traditore, 2019), de Marco Bellocchio

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5

Era uma Vez em Hollywood (Once Upon a Time in Hollywood, 2019), de Quentin Tarantino

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4

Dragged Across Concrete (2018), de S. Craig Zahler

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3

Bacurau (2019), de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho

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2

O Irlandês (The Irishman, 2019), de Martin Scorsese

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1

La Flor (2018), de Mariano Llinás

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Categorias:Cinema Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

2013 em: filmes

janeiro 1, 2014 2:42 pm Deixe um comentário

O critério para a seguinte lista é um e somente um: enumero aqui filmes recentes com cotação mínima 4/5 (quatro estrelas em cinco) que vi em 2013 — entre lançamentos no cinema e nos torrents.

Portanto, coisas assistidas em anos anteriores (Era uma vez na Anatólia, O som ao Redor, Tabu e A visitante francesa) e exibidas nos cinemas brasileiros em 2013 não entram na seleção.

Após meu TOP DEZESSETE, faço também um apanhado dos melhores exemplares de vulgar auteurism da dúzia de meses que se passou.

Obs: vou seguir o bom exemplo de outras listas e, em vez de escrever bobagens apressadas, deixo links das minhas leituras favoritas.

Vai:

17 O voo (Flight, EUA). De Robert Zemeckis

Escrevi sobre o filme mais spielberguiano de 2013 aqui. E recomendo essa entrevista (antiga) do Zemeckis para o Dave Kehr.

flight

16 A cidade é uma só? (Brasil). De Adirley Queirós

A leitura dessa crítica entusiasmada escrita por Daniel Dalpizzolo, quando da exibição do filme em Tiradentes 2012, é obrigatória.

a cidade é uma só

15 Amor profundo (The deep blue sea, EUA/Inglaterra). De Terence Davies

Leia o que a Dana Stevens escreveu sobre.

deep blue sea

14 O mestre (The master, EUA). De Paul Thomas Anderson

Eis um texto do Ignatiy Vishnevetsky e outro do amigo Virgílio.

the master

13 Searching for Sugar Man (Suécia/Inglaterra). De Malik Bendjelloul

Deixo a (falsa) modéstia de lado e divulgo o melhor texto que escrevi em 2013.

sugar man

12 Passion (Alemanha/França). De Brian De Palma

Se você também achou o último De Palma subestimado à beça, leia: essa entrevista na Film Comment e esse texto bastante preciso do Vadim Rizov.

passion

11 Círculo de fogo (Pacific Rim, EUA). De Guillermo del Toro

O Tiago Lopes escreveu um artigo mui interessante sobre a diferença da violência mostrada aqui daquela mascarada em todos os outros blockbusters de 2013.

SSD-01682.DNG

10 The world’s end (Inglaterra). De Edgar Wright

Recomendo fortemente: as várias impressões do Calum Marsh.

The World's End

9 Amor bandido (Mud, EUA). De Jeff Nichols

A.O. Scott escreveu um curto, mas preciso texto sobre a aura folk e aventureira do filme.

mud 2012

8 Antes da meia-noite (Before midnight, EUA). De Richard Linklater

Um breve artigo de Will Leitch sobre como o último capítulo da trilogia Before é sombrio, pesado e difícil de ser visto.

before midnight

7 O ato de matar (The act of killing, Dinamarca/Noruega/Inglaterra/Finlândia). De Joshua Oppenheimer

O documentário do ano. Eis um baita texto sobre, na Film Comment.

act of killing

6 A hora mais escura (Zero dark thirty, EUA). De Kathryn Bigelow

Sou #TeamBigelow, então escrevi brevemente sobre na minha prévia do Oscar, mas recomendo mesmo é essa reflexão do Vishnevetsky.

Scene from movie 'Zero Dark Thirty'

5 Killer Joe – Matador de aluguel (Killer Joe, EUA). De William Friedkin

Esse texto do Marcelo Hessel, no Omelete.

killer joe

4 Um toque de pecado (Tian zhu ding, China). De Jia Zhangke

Entrevista em duas partes (aqui e aqui) do diretor ao blog Sinosphere, do The New York Times.

a touch of sin

3 Norte, o Fim da História (Norte, hangganan ng kasaysayan, Filipinas). De Lav Diaz

Dois belos artigos: a apreciação/entrevista do Daniel Kasman e as impressões do Filipe Furtado, na Cinética. Ah, e também escrevi umas coisas.

norte the end of history

2 Drug war (Du zhan, China/Hong Kong). De Johnnie To

Mais lindo filme de ação desde Heat. Leia: meu poeminha dedicado ao filme e os elogios de Filipe Furtado, Sean Gilman e Peter Labuza.

drug war

1 Bastardos (Les salauds, França/Alemanha). De Claire Denis

Entrevistas apaixonantes da Claire na Cinética e na Cléo + apreciação/conversa com Daniel Kasman e a crítica de Juliano Gomes na Cinética.

les salauds

Os vulgares (e subestimados) — em ordem aleatória

Man of tai chi (EUA/China/Hong Kong). De Keanu Reeves

Mais um do Vishnevetsky, agora sobre o actor-auteur do ano.

man of tai chi

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As bem-armadas (The heat, EUA). De Paul Feig

Essa crítica mui divertida do Peter Labuza.

the heat

The canyons (EUA). De Paul Schrader

Leia o texto sensacional do Vadim Rizov.

the canyons

Riddick 3 (Riddick, EUA/Inglaterra). De David Twohy

Sobre o filme mais hawksiano de 2013, leia: o tuíte-expectativa do amigo Guilherme Gaspar + o texto do Emmet.

riddick 3

Parker (EUA). De Taylor Hackford

Matt Singer, sobre a melhor cena da carreira de Jason Statham.

parker

Depois da terra (After earth, EUA). De M. Night Shyamalan

Eis uma roundtable deliciosa, no blog The Vulgar Cinema.

after earth

Sobrenatural: capítulo 2 (Insidious: chapter 2, EUA). De James Wan

O plano mais ousado do cinema comercial americano em 2013 está aqui — aquele longo travelling após o prólogo, que começa na abertura de uma porta vermelha e termina no rosto de Rose Byrne. Coisa linda.

IL1A1630.CR2

Europa report (EUA). De Sebastián Cordero

Uma espécie de The Abyss para a era do found footage.

europa report

Velozes & furiosos 6 (Furious 6, EUA). De Justin Lin

A sério: o melhor da franquia, seguido de perto pelo 5. E a coisa só deve melhorar no sétimo, com direção do James Wan.

fast-2

Minha terra, África

abril 21, 2011 3:04 am Deixe um comentário

Fui ao CCBB hoje — aliás, ontem — para conferir um pouquinho da Mostra inéditos. Na programação, só títulos novinhos para o público daqui de Brasília — talvez nem tão novos para os frequentadores da Mostra São Paulo; eu os invejo. Cheguei para a sessão de Minha terra, África com uma amiga do jornal. Estávamos sendo apresentados ao cinema de Claire Denis. E saímos impressionados.

Vou ser breve, porque o relógio já acusa 1h34 e a ardência nos olhos se intensifica a cada minuto.

Denis pousa a câmera próxima a Marial Vial (Isabelle Huppert), agricultora que, mesmo cercada de insegurança social, num país cuja lei é o exercício da violência, recusa deixar a plantação de café para trás. Os planos são urgentes, mas não tensos. Flagram angústia, mas não têm nada de sombrio. E deixam suspensa no ar a sensação de que algo devastador está para acontecer: Maria vê seus empregados fugirem da terra, amedrontados por conflitos étnicos, e vai atrás de novos ajudantes; abriga um rebelde sob o seu teto e frustra-se com o comportamento preguiçoso do filho.

É claro que o próprio enredo sugere que a insistência de Maria em permanecer na terra não vai terminar como ela gostaria. Mas Denis aprisiona essa expectativa sutilmente, num crescendo atmosférico amarrado à narrativa — a trilha meditativa do Tindersticks, a urgência das sequências subjetivas, a fotografia que inscreve a pele de Maria na vastidão da savana (ela, apesar de estrangeira, estranha aos naturais daquela nação, pertence àquele lugar).

E lá vou eu atrás dos outros filmes dessa mulher.

(Antes de começar a sessão, chegou um sujeito na bilheteria pedindo ingresso para um certo África dos meus sonhos — aquele mesmo com a Kim Basinger. Foi prontamente corrigido pela atendente: “Senhor, é Minha terra, África.” Eu estava no guichê ao lado e por pouco não deixei escapar uma boa gargalhada.)