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2012 em: filmes

janeiro 1, 2013 2:35 pm 3 comentários

É inevitável: filmes importantes sempre chegam com atraso aos cinemas brasileiros. Com exceção das estreias mundiais, novidades dos festivais e competidores da temporada de premiações sangram na programação do ano seguinte. Por isso, grandes estreias do ano que se passou entram no ranking de seus respectivos anos de produção: de 2011, Drive, Millennium do Fincher e Fausto; e de 2010, 13 assassinos e Caminho para o nada.

Na lista de melhores de 2012, passível de mutações a qualquer momento, seleciono stills marcantes (e links para algumas resenhas) de meus preferidos (do circuito, de festivais e mostras, e dos torrents). Os 25 piores, sem distinção de ano de lançamento e ano de produção, são lembrados mais abaixo.

10 Anjos da lei (21 jump street, EUA). De Phil Lord e Chris Miller.

21 jump street

9 Eles voltam (Brasil). De Marcelo Lordello.

eles voltam

8 007 — Operação Skyfall (Skyfall, Reino Unido/EUA). De Sam Mendes.

skyfall 2

7 Tabu (Portugal/Brasil/Alemanha/França). De Miguel Gomes.

tabu 2012

6 Doméstica (Brasil). De Gabriel Mascaro.

doméstica 2012

5 In another country (Da-reun na-ra-e-seo, Coreia do Sul). De Hong Sang-soo.

in another country 2012

4 Holy motors (França/Alemanha). De Leos Carax.

holy motors 2012

3 Poder sem limites (Chronicle, EUA). De Josh Trank.

chronicle 2012

2 Um alguém apaixonado (Like someone in love, Japão/França). De Abbas Kiarostami.

like someone in love

1 O som ao redor (Brasil). De Kleber Mendonça Filho.

o som ao redor

E os 25 piores… (ah, e não, não vi Até que a sorte nos separe.)

25 Amor impossível (Salmon fishing in the Yemen, Reino Unido). De Lasse Hallström.

24 O vingador do futuro (Total recall, EUA/Canadá). De Len Wiseman.

23 Pietà (Coreia do Sul). De Kim Ki-duk.

22 Beleza adormecida (Sleeping beauty, Austrália). De Julia Leigh.

21 Una noche (EUA/Reino Unido/Cuba). De Lucy Mulloy.

20 Vizinhos imediatos de 3º grau (The watch, EUA). De Akiva Schaffer.

19 Albert Nobbs (Reino Unido/Irlanda/França/EUA). De Rodrigo García.

18 A saga Crepúsculo: amanhecer — Parte 2 (The Twilight saga: breaking dawn — Part 2, EUA). De Bill Condon.

17 O corvo (The raven, EUA/Hungria/Espanha). De James McTeigue.

16 Armadilha (ATM, EUA/Canadá). De David Brooks.

15 A sombra do inimigo (Alex Cross, EUA). De Rob Cohen.

14 À beira do caminho (Brasil). De Breno Silveira.

13 Busca implacável 2 (Taken 2, França). De Olivier Megaton.

12 Atividade paranormal 4 (Paranormal activity 4, EUA). De Henry Joost e Ariel Schulman.

11 A arte da conquista (The art of getting by, EUA). De Gavin Wiesen.

10 A dama de ferro (The iron lady, Reino Unido/França). De Phyllida Lloyd.

9 Paraísos artificiais (Brasil). De Marcos Prado.

8 Pequenos espiões 4 (Spy kids: all the time in the world in 4D, EUA). De Robert Rodriguez.

7 O pacto (Seeking justice, EUA). De Roger Donaldson.

6 Fúria de titãs 2 (Wrath of the titans, EUA/Espanha). De Jonathan Liebesman.

5 Os penetras (Brasil). De Andrucha Waddington.

4 Bel Ami — O sedutor (Bel Ami, Reino Unido/Itália). De Declan Donnellan e Nick Ormerod.

3 Ato de coragem (Act of valor, EUA). De Mike McCoy e Scott Waugh.

2 Totalmente inocentes (Brasil). De Rodrigo Bittencourt.

1 Cada um tem a gêmea que merece (Jack and Jill, EUA). De Dennis Dugan.

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Anjos da lei

maio 4, 2012 7:27 pm 1 comentário

Ó, a partir do próximo parágrafo, minha crítica de Anjos da lei (3.5/5, 73/100), publicada hoje no Correio Braziliense — pois é, este blog anda meio preguiçoso e sonolento e cabisbaixo e chorando pelos cantos etc:

Se existe alguma nostalgia em Anjos da lei, ela serve apenas como motivo de piada, de referência cômica para quem guarda na memória velhos clichês de fitas policiais dos anos 1980 e 1990. No filme da dupla Phil Lord e Chris Miller (da animação Tá chovendo hambúrguer), os carros não explodem como nas franquias Duro de matar ou Máquina mortífera, e a dupla de defensores da lei, longe de serem tão durões quanto um McLane (Bruce Willis) ou um Riggs (Mel Gibson), estão mais para dois patetas que precisam se fantasiar de alunos do ensino médio para investigar o tráfico de drogas numa escola da região. Para os fãs da série homônima, que passou na telinha entre 1987 e 1991 e tornou Johnny Depp um rosto conhecido, a atualização da trama talvez não soe ofensiva.

Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) estudaram no mesmo colégio. Mal se falavam. Schmidt era um menino estranho, que se vestia como um Eminem mais gordinho. Jenko era o típico garoto popular que tirava onda com os fracotes e sabia flertar com as garotas. Agora, passados sete anos, eles participam de testes para entrar na polícia. O inesperado encontro faz com que os dois se ajudem nas tarefas — tanto cerebrais quanto físicas.

Admitidos na corporação, eles enfrentam um cotidiano tedioso. A oportunidade de ver alguma ação aparece quando os dois são transferidos para o escritório na 21 Jump Street, em que os agentes atuam disfarçados em escolas de ensino médio. Schmidt e Jenko são destacados justamente para a escola que frequentavam. Eles precisam descobrir quem é o fornecedor da nova droga sintética que anda fazendo a cabeça dos adolescentes.

Sobra assunto para o tipo de paródia proposta por Lord e Miller: algo aparentado dos buddy cop films (com policiais parceiros, mas de personalidades diferentes) e que se alimenta de momentos rudes, diálogos sobre sexo e palavrões liberados de filmes teen e comédias adultas, como Superbad — É hoje (2007) e outros títulos que seguem o temperamentos de roteiros e produções de Judd Apatow (O virgem de 40 anos).

Por ter texto de Michael Bacall, autor dos scripts de Scott Pilgrim contra o mundo (2010) e do recente Projeto x — aqui e ali, a adolescência de hoje resumida em videogames e baladas proibidas —, o filme consegue aplicar todos esses elementos a situações e personagens precisamente atuais. Na high school revisitada por Schmidt e Jenko, nerds como Eric (Dave Franco), ponte entre consumidores e fabricantes da droga, são populares, apoiam causas ambientais, gostam de estudar e não ser precisam ser atletas sarados para se dar bem com as meninas. Pela sátira ou pelo descaramento juvenil, Anjos da lei pode muito bem divertir duas gerações. Não faltam motivos.