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Conversas com Scorsese

“Durante anos convivi com uma parte de um cartaz de seis folhas de Vidas amargas. Seis folhas é um cartaz gigante, basicamente. Mas não tinha a maior parte dele, só uma imagem do meio. Mandei emoldurar. Ficou em cima do sofá em Los Angeles durante algum tempo e agora está no cofre. Era só James Dean e Lois Smith num corredor escuro; ele se preparando para seguir pelo corredor até o quarto da mãe. Kazan foi jantar em casa uma noite e ficou tão emocionado com aquilo. Passava todo o medo de descobrir o que havia no fim do corredor, o que havia no quarto. Não havia letras, nada, apenas aquela imagem. O cartaz de uma folha de Vidas amargas não evoca o filme para mim da mesma forma.

Bom, é absurdo — você não pode possuir o filme porque não o fez, e não pode possuir o momento em que o filme foi projetado. É como perseguir um fantasma. O único jeito de possuir um filme é fazer os seus próprios. Mas eles não chegam nem perto dos filmes que te influenciaram ou impressionaram quando você estava em seus anos de formação. Então você tenta captar alguma coisa deles.”

Conversas com Scorsese (Conversations with Scorsese, EUA, 2010). De Richard Schickel. Tradução: José Rubens Siqueira. Cosac Naify (2011), 528 páginas.

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