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Drive

outubro 17, 2011 10:15 pm Deixe um comentário Go to comments

O Ryan Gosling de Drive (4.5/5) — o primeiro cult da década de 2010, eu acho — não tem nome. Ele é o Driver, o motorista, um dublê de Hollywood e um mecânico esforçado — e só. Usa luvas de couro, tênis e calças apertados e uma jaqueta branca, “tatuada” com um escorpião nas costas. Se alguém lhe faz uma pergunta, ele devolve a resposta cinco, quase dez segundos depois, e com uma cadência desapressada. O herói de Nicolas Winding Refn é o “homem solitário de Deus” pós-moderno (o original é o Travis Bickle de Taxi driver): violento, mas com uma centelha de humanidade; caladão, mas de frases precisas.

Para resumir em poucas palavras — já que a situação pede mais estilo que substância: é um título de ação neo-noir ultrafashion (a GQ fez até um guia sobre o assunto), emplastrado de referências oitentistas — da trilha sonora de um pop aveludado (e, estranho, tem samples da trilha de A rede social; desconfio que a minha cópia seja fake, e outros fãs também perceberam isso) à fotografia dark neon, colorida de tons de vermelho. De longe, a melhor coisa do gênero desde Heat (1995, hein), de Michael Mann, que aqui no Brasil chamam de Fogo contra fogo. Fino.

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  1. janeiro 1, 2012 4:49 pm às 16:49

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