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Esses amores

outubro 13, 2011 12:41 pm Deixe um comentário Go to comments

Esses amores (2/5), do Claude Lelouch: argh.

É impressionante como o filme — uma bela chatice à …E o vento levou (sim, 2.5/5) com tiques de novelão italiano e musical da velha Hollywood –, é impressionante como ele perde força após a projeção — digo, em alguns minutos mesmo.

Porque, de fato, é uma história de amor antiquada e que adora ser antiquada o tempo inteiro, em que a protagonista, uma francesa lanterninha de cinema — Audrey Dana, minha nova “musa imperfeita” –, é como A colecionadora, do Rohmer: ama demais — estou sendo gentil. E ama no período mais explosivo do século 20, a Segunda Guerra Mundial. Apaixona-se por um nazista com o dobro da idade dela, por um advogado sem graça, por um boxeador americano, pelo herdeiro da Singer (a máquina de costura) e, por fim (aí vem o spoiler), cai nos braços de um pianista-advogado.

Lelouch, que aqui faz uma auto-homenagem, tipo um remake dos seus mais de 40 filmes, abusa da caretice: com direito a “momento tributo do Oscar” no ato final.

Fiquei pensando cá com o meu mal-estar: gostaria muito de ver um filme francês, ou melhor, um melodrama francês, dirigido por um diretor menos caloroso — tragam aquele grego sub-Haneke, o Yorgos Lanthimos. Hum. Capaz de sair coisa boa.

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