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X-men: Primeira classe

Acho que, depois do triste Wolverine — o pior filme de super-herói, sei lá, desde Mulher-gato –, fãs e não-fãs dos mutantes esperavam algo no mínimo decente: superior ao terceiro filme e, quem sabe, à altura dos dois primeiros. E o resultado é isso mesmo, nada mais do que um filmezinho apenas bom, correto, com alguns deslizes bobos de um diretor que chegou para dirigir uma fantasia retrô depois de uma experiência bem diferente desta, com o escrachado Kick-ass.

Vi First class (3/5) na estreia, última sexta — deu um desânimo, não tive vontade de escrever –, e fiquei com a impressão de que se Bryan Singer não tivesse feito os dois primeiros — que são vigorosos títulos de ação, goste você ou não de heróis –, este aqui teria sido um desastre. Não gostei dos efeitos visuais — não têm cor, profundidade, meio early 2000s –, os coadjuvantes são péssimos — nos filmes de Singer, eles estão ótimos –, e, infelizmente, Vaughn precisa fazer algumas concessões: então, não há derramamento de sangue, a violência é bem comportada, porque tem classificação indicativa rigorosa e outras chatices impostas pela Marvel/Disney.

Acho que toda a sequência final, risível, só funcionaria num episódio crucial de X-men: Evolution. Parece pitaco do estúdio — porque o produtor é o Singer. E os mutantes todos são inscritos na conspiração dos mísseis de Cuba. Ok, ok. O background político, vá lá, é até interessante. Mas, pra mim, o que salvou mesmo First class foram as atuações de James McAvoy (Charles Xavier) e Michael Fassbender (Erik/Magneto). Os dois são 90% do filme: os 10% restantes eu divido entre January Jones (sonsa como em Mad men, linda como sempre) e Jennifer Lawrence (linda também, mas ainda prefiro aquele visual folk-oprimida de Inverno da alma).

Se Vaughn continuar na série — e não sei se continua e deu preguiça de checar –, acho que dá pra esperar alguma coisa no nível de Homem-aranha, de Sam Raimi. Afinal, prequel deve ser um negócio chato de filmar, já que a história tem amarras com produtos já concluídos e feitos em outras épocas, por outras pessoas — George Lucas fez da nova trilogia de Star wars um exercício imenso (e traumatizante, só que ele ainda não percebeu isso) de autosabotagem. Mas uma coisa do naipe de Bryan Singer já estaria bom demais.

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