Início > HQ > Scott Pilgrim contra o mundo – Vol. 3

Scott Pilgrim contra o mundo – Vol. 3

O filme foi o queridinho do ano passado, sabe como é que é: passou pelos cinemas sorrateiramente, silenciosamente — aqui em Brasília, acho que ficou duas semanas em cartaz –, mas conquistou quase todo mundo que pagou ingresso; e eu, totalmente concentrado no trabalho final, não tive tempo de conferir. Mas foi melhor assim: deu para ler os dois volumes lançados no Brasil até então e, logo depois, me divertir um bocado com o cinema mais divertido dos últimos sete anos, o cinema do inglês Edgar Wright (Todo mundo quase morto e Chumbo grosso).

Editado em seis volumes na América do Norte, mas comprimido em três aqui (pela Companhia das Letras), a saga do herói sonso, meio passado, e apaixonado por uma certa Ramona, enfim chegou ao último capítulo com tradução para o português br — e como é bom diferenciar pt de br, hein. E, olha, a conclusão é demais, demais (5/5).

É sobrecarga nerd distribuída de maneira desigual em 432 páginas pixeladas, sangrentas — sim, tem muito, muito sangue –, com um Scott Pilgrim mais lerdo — e velho, 24 anos — do que nunca, agora ele bebe mais também, apesar de continuar dizendo que não bebe, um Young Neil (Pequeno Neil) ainda como um coadjuvante-figurante, aparecendo pouco, falando pouco, mas sendo muito de novo, uma Kim Pine toda falante, menos emburrada — eu amo a Kim Pine –, mais sarcástica, ela agora alfineta o Scott, provoca o Scott, uma Ramona mais chatinha, menos metida, um Wallace mais bêbado, e agora tem uma tal de memory cam, que resume o passado de alguns personagens — Scott e Gideon, o líder da Liga dos Ex-Namorados do Mal, eu acho –, e mais figurantes, que se intrometem nas passagens de luta com falas muito legais, e ex-namorados mais violentos, mais fortes, os gêmeos Katayanagi e Gideon, e finalmente sabemos que troço é esse de subespaço, a Knives enfim fez 18 anos e grita menos, isso é bom, a Sex Bob-Omb anda meio parada, isso não é bom.

Esse Vol. 3 é pra ser lido umas cinco mil vezes, de trás pra frente se enjoar da ordem dos capítulos, ou até fechando os olhos, sentindo as páginas com os dedos e abrindo o livro em qualquer ponto da história. Quando eu fizer 24 anos, quero tirar o dia de folga e ler tudo de uma vez: Bryan Lee O’Malley captura com muita precisão esse mundinho pop habitado por fãs de videogame e bandas alternativas, e perdedores e garotas intimidadoras. Com sabedoria, até.

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: